domingo, 31 de março de 2013

Capítulo 18 segunda parte o Último ato de Bahugera/ Willians Rosa Cruz


Capítulo 18 segunda parte o Último ato de Bahugera/ Willians Rosa Cruz


Após a morte da fera ouvi um sussurro que creio eu não fui o único que ouvi uma antiga maldição:

-Eu sou o princípio do fim e toda pobre alma que há de conhecer a desgraça que esse infeliz criou a de conhecer a morte da alma por mim.

A mulher conhecida por Alex foi encontrada morta seis dias depois em seu apartamento. Sua morte foi causada por uma overdose de comprimidos.
O rapaz Ruann fugiu para Nova York onde um mês depois foi morto pela Rosa Cruz.
Sou alto sacerdote da Rosa Cruz conhecido como Willians e nesse tomo de pergaminho venho e esconder do mundo a forma mais vil do medo e da loucura, temo o dia que há de nascer outra pobre alma, mas por via das dúvidas escondo todo o conhecimento de Bahugera deste mundo que vil por si a forma mais vil do homem sendo a sua própria criação.
A fera jaz, mas também jaz a pobre alma enlouquecida em que a fera existia nela e ela nele e assim um como o outro estão mortos, mortos para o mundo como para o céu.

Capítulo 18 - Bahugera ritualistica matearilização

Capítulo 18 - Bahugera ritualistica matearilização

Talvez seja o fim do mundo que tentou sufocar o peito desta terra ou talvez fossemos apenas fantasias na mente de um louco mas toda desgraçada naqueles dois meses fora incomensurável.
Dia 4 de agosto hoje fui ao hospital onde Jhon encontrava-se depois de sua tentativa de suicídio. O estado do hospital era deplorável e ao adentrar no quarto 52 pude deparar-me com um espelho no teto. notava-se que o paciente estava amarrado e sedado e no quarto haviam mais algumas pessoas uma mulher. Cerca de vinte e três anos cabelos acinzentados, vestia um vestido de jeans, uma espécie de bota. Um homem de vinte e sete anos também um pouco forte, cabelo raspado e parecia um policial e pude observar em sua cintura um volume que creio ser a sua arma e por último um médico cerca de trinta e seis anos chamado Dr.Ribeiro. Sentamos e conversamos sobre o estado do paciente o médico não conseguia dar qualquer diagnóstico depois de uma bateria de exames. Tão poucos levaram em consideração o que sabiam sobre o paciente.
Era cerca de nove da noite quando por meio de minhas suspeitas começou o esperado fato em que eu aguardava tristemente, mas também ansiosamente.
As paredes do quarto começaram a arranhar-se em uma forma vil a medida que o braço de Jhon debatia-se e inscrições ancestrais do latim para ser mais precisas começaram a aparecer nas paredes.
Bahugera estava tomando vida.
Adentraram vorazmente no quarto uma equipe de médico e os dois amigos de Jhon mas tolos tão pouco sabiam que eram em vão. Quando depararam-se a mancha negra em seu braço crescia agora em uma forma monstruosa tomando parte do seu corpo. Jhon movia-se em um frenesi louco e falando silabas inteligíveis quando ouviram um estalar das paredes e notaram que começaram a mofar como se o tempo tivesse passado de uma forma tão rápida que os olhos humanos não pudessem perceber. Foi quando deparamos com o espelho no teto e agora era possível ver a Bahugera. Sua aparência vil e negra, o rosto da mesma ainda oculta em sua forma humana e a cada movimento dos braços de jhon iam se trasmontando em uma espécie de tentáculo e agora ela parecia cada vez mais forte.
Passou-se um instante quando o rapaz sacou uma arma e apontou para o rosto de Jhon, esse foi impedido de disparar pela mulher que segurando o braço chorava desesperadamente foi quando ouviu-se um urro tão vivido de uma fera a mesma agora tomava conta do corpo de Jhon e a sua face era negra. O rapaz tentou disparar, mas em vão não conseguindo solto a arma foi quando Bahugera libertou-se da maca e urrava vorazmente a fera investiu contra o médico que num segundo foi partido em pedaços e a fera devora o corpo do mesmo com tamanha fome. Não demorou um segundo para que a fera investiu-se agora contra o rapaz quando ouvi três tiro disparados pela mulher mas as balas de nada adiantaram disparadas contra as costas da fera esta que com uma raiva súbita partia para cima dela quando decidi agir e desferi um golpe com uma pequena adaga tibetana no peito da fera que caiu morta.

Capítulo 17 - Abismo do consciente


Capítulo 17 - Abismo do consciente

Estou preso em no meu próprio inconsciente não havendo forças para lutar contra bahugera a mesma agora toma o meu corpo de uma forma tão vil que manipula as almas desavisadas. Pude observar o que a besta fizera com o desavisado investigador. Deus tenha piedade da alma dele e rezo para que o mesmo tenha sobrevivido a este choque horrível. Tudo aqui é imerso em trevas eu mesmo não sabia o que haveria em minha mente e agora encontro os fatos mais vis de minha vida e vejo que a mesma não deve ser merecida para alguns os que ocorrem no meu caso. Não sei quanto tempo tenho de vida em meu corpo que já não responde por mim mas creio que já esteja morto e esta paz aqui é enlouquecedora, talvez a morte seja tão calma que seja incapaz perceber o que ocorre de fato. Em uma forma poética venho interpretar agora o abismo de minha mente.

Trevas e apenas trevas é este desfecho infortúnio da vida
Quem há de expressar toda a loucura de minha ‘lma
Partida entre tantos pedaços desta estranha e vil calma
Abissal que cresce no meu córtex cerebral de forma infida

O frio queima a carne quase morta, mas a alma inane
Absolutamente nada sente, entre as trevas de minha mente
Que grita de forma louca o nome da quimera imanente,
Habitando minha mente que jaz em tremendo pane.

-Toda alma há de temer a maldição da loucura
Mas aquele que deve ainda mais temer é o artista
Que neste mundo é um poderoso alquimista
A transmutar em si sua quimera vil e impura

Capítulo 16 - Tentativa de suicídio? A fera torna-se mais poderosa

Capítulo 16 - Tentativa de suicídio? A fera torna-se mais poderosa

Dia três de agosto hoje as quatro ou cinco da manhã houve um chamado de uma tentativa de suicídio no centro da cidade em um hotel sujo. Sou o investigador responsável por esse caso. Meu nome é Machado. Cheguei no local cinco e meia da manhã, toda e qualquer evidência superficial fora queimada, a vitima em estado de choque foi levada a um hospital psiquiátrico. Um fato que não foi revelado ao público era uma tremenda mancha preta em seu corpo sem qualquer diagnóstico não se sabe a origem desta enfermidade. A seguir nesse relatório segue a ordem do ocorrido.
Cheguei cinco e meia da manhã em um motel no centro, o lugar fedia a urina e era típico de uma escória em especial, apresentando minha identificação tive acesso ao local, que estava em escombros e notava-se apenas a voracidade do fogo. Não há qualquer outra evidência que sujeite um homicídio mas algo não encaixa-se. A vitima de nome Jhon C... Possuía vinte e sete anos, compositor e um jovem músico de uma área erudita da música. O mesmo sobreviveu a possível tentativa de suicídio o corpo por incrível que pareça não apresenta queimadura, mas sendo sufocado pela fumaça quase veio a falecer a caminho do hospital por volta de cinco e vinte da manhã. Não há nada que possa ser evidência nesse lugar onde tudo se encontra em ruínas a única coisa que encontrei em um acaso da sorte foi um vestígio de papel queimado com certa caricatura e contendo algumas palavras inteligíveis, entre os esforços em vão decidir ir para a delegacia, onde tentava conectar os fatos sem sentidos ocorridos ali. Uma vitima jovem tenta o suicídio, mas sobrevive, um pedaço de papel com o traço de uma caricatura e um rabisco inteligível.
Exausto decidi ir para casa esperando que o dia trouxe-se algumas respostas e que a vitima acorda-se do choque, chegando mal retirei as roupas e adormecia quando despertei de um sonho estranho em que ouvia a vitima que mal conhecia dizer para que fugi-se e nada mais. Acordei com o telefone tocando era do hospital relatando que a vitima havia acordado cerca de vinte minutos atrás. Tomei uma ducha peguei um café e dirigi até lá.
Dirigi-me até o quarto cinquenta e dois onde o paciente se encontrava, mal conseguia falar era como não houve-se forças em sua alma.
-Olá, Jhon consegue ouvir-me?
Acenando com a cabeça respondeu um sim.
-Sou o investigador Machado, responsável pelo seu caso.
-Poderia dizer o que aconteceu aquela noite?
Acenando respondeu novamente um sim.
Esperei cerca de cinco minutos ele nada respondeu algum tempo depois pediu um papel e uma caneta e escreveu. "- Você não acreditaria, pensaria que sou um louco."
-Você pode tentar?
Escrevendo novamente propôs me um acordo traria um espelho e o penduraria no teto assim seria mais fácil acreditar. Não havendo outro meio decidi concordar.
Fui até uma loja e comprei um espelho como o pedido cerca de dois metros  de comprimento e três de largura. No caminho de volta pensava no que estava fazendo. Chegando lá pendurei o mesmo no teto entregando-me um papel escrito.
-Tão pouco com a sua ciência e seu conhecimento do universo não há de acreditar no que essa pobre alma deitada há de dizer, então venho no meio da visão conectar a sua investigação.
Meu nome é Jhon, ou melhor, era, hoje estou fraco de mais para lutar por esta realidade, sou um mero artista, e minha tentativa de suicídio não por desejo mas por medo em vão. Mas venho de certo dizer que não sendo uma tentativa de suicídio hoje sou sucumbido por um poder maior que o do homem, esse conhecido por sua capacidade de criação chega a certo ponto que se torna refém da mesma então por meio dessa carta onde careço de força para falar que olhe para o espelho no teto.
Quando me deparei com o espelho surpreendi-me e pude ver o negror na parte de sua mão tomava uma forma estranha qual tentáculo de uma besta e podia sentir que o mesmo observava-me não demorei muito a fugir louco de lá.
Era quase meia noite quando voltei para a delegacia e agora são duas da manhã onde escrevo meu último relatório pois sinto a desgraça da vitima transcorrer agora em minha alma.

Jornal O Globo

Investigador Machado é encontrado morto na delegacia. Suspeita-se de suicídio nenhum outro detalhe foi liberado a imprensa, mas por meio de investigações suspeita-se que o motivo do suicídio teria sido seu último trabalho. Nenhum relatório foi dado e o relatório de seu último caso suspeita-se de ter sido destruído.

Capítulo 15 - Igneus Exura Vita inanis (Arde e queima a vida inane)

Capítulo 15 - Igneus Exura Vita inanis (Arde e queima a vida inane)

Agora essa história passa de narrada a acontecimentos, hoje vocês encontram-se no meu vigésimo sétimo aniversário, são duas da manhã a fera que está a minha frente está cada vez mais forte, a cicatriz negra de minha mão agora toma quase que uma parte do meu corpo. Não suporto sequer um momento e a fera brinca com meus pensamentos com as sequências de probabilidades afim de enlouquecer-me. Está brincando com meus sentimentos, inseguranças com tudo como se eu fosse apenas uma mera marionete. Sinto-me tão perto da morte e minhas ações tendem a sucumbir a fera e por mais que meu espírito lute não há como resistir a tamanha força. Temo agora mais que tudo todas as falas urradas nas noites, todos os sussurros compreensíveis. Tenho a sensação que tão pouco há como lutar então escreverei toda essa maldição ocorrida comigo? Toda essa enferma vida que há de um dia engolir-me por inteiro e a morte que agora a esse ponto tornou-se tão fraca a ponto de resgatar-me, mesmo o corpo suplicando por ela. Parece não haver sequer vestígio de sua existência.
Tentarei dormir procurando um pouco de paz pois não durmo há dias. Passando-se apenas uma hora acordei loucamente e a fera investiu-se contra mim. Não sabia o que fazer e taquei uma garra de álcool sobre meu corpo ascendendo um isqueiro. Procurando ameaçar a fera. A mesma receosa não sei por qual motivo reluto em investir contra mim de novo.
Passaram-se cerca de vinte minutos até que a mesma adentra-se em minha mente de uma forma tão vil a ponto de consumir-me, a luta era em vão e passei a lutar com ela em minha mente por dez minutos quando exausto sucumbi ao controle da mesma. Que lutava ainda para assumir-me por completo a fera começava a materializar-se para esse mundo quando urro uma antiga maldição.
-Igneus Exura Vita inanis
Não sei o que houve mas minha mente foi agrilhoado no que julgo ser meu inconsciente. Pude observar de forma céptica que a fera transmutara-se com minha outra personalidade assim descobrindo como assumir o controle. Mas sua investida em vão fez com que meu padecimento cerebral ousasse fazer um ultimo esforço, seguido pelo efeito da maldição atei fogo em meu corpo e todo aquele quarto afim de encontrar paz.

Capítulo 14 - Bahugera (Seu deus agora é mais forte sua alma e corpo logo sucumbirá)

Capítulo 14 - Bahugera (Seu deus agora é mais forte sua alma e corpo logo sucumbirá)

Nesse pequeno hotel havia nada mais que moveis tão sujos e imundos que pouco importava. Passa sentado em um completo breu agora encarando minha fera que a cada dia tornara-se mais forte e tão forte que podia ver frente a frente, até agora eu apenas a temia, mas a mesma nenhum sinal ameaçador deu a mim. Estava entre três naquele quarto. Bahugera, Eu e o outro
cada um espalhado em um canto o outro temia aquele monstro mais que qualquer outra coisa.
Todo o tempo era passado de uma forma tão exausta eu dormia uma vez na semana por três horas temendo que algo acontece-se e o mesmo não demorou para ocorrer.
Bahugera deu o primeiro sinal um mês antes do meu vigésimo aniversário, quando de forma voraz engoliu minha outra personalidade não sei o que acontecerá mas aquilo instantaneamente a tornará mais forte a ponto de fazer-me teme lá mais e mais a cada dia. Eu agora escrevia atentamente em meu braço naquela negra ferida que com o tempo tomará meu braço por inteiro, arranco a pele com uma navalha escrevendo escritos em latim a fim de conter a fera. Mas todo esforço era em vão ela que nada falava, mas agora emitia urros que a minha alma compreendia fazia temer-me cada instante de vida. Passei dois meses de minha vida observando um monstro que crescia dentro de mim tornar-se mais forte e a cada vez que isso acontecia o negror de meu braço aumentava em tamanha voracidade. Primeiro a mão, depois o braço e agora cobria-me uma pequena parte do peito, sendo que a mesma trazia uma dor tão excruciante que faltava matar-me aos gritos. gritos tão estridentes na noite que traziam angústia até para os infelizes que vagavam naquela viela do hotel tão escura e fatal.


Capítulo 13 - Materializa-se o deus em forma de fera ( A outra face é esquecida)

Capítulo 13 - Materializa-se o deus em forma de fera ( A outra face é esquecida)

Passaram-se cerca de dois ou três meses quando tive minha recaída. Mas agora não se tratava de um acesso de fúria e despersonalização. Fora a minha criação o deus de todos os meus medos em minha mente materializou-se Bahugera. Era março ou junho quando cansado adormecia sobre os escritos de minha fera. Estava frente a frente com o outro que agora com um olhar fraco temia uma sombra desigual em mim. Apontava feito louco e berrava e berrava. Quando vir-me-ei de observei a tamanha criatura que possuía mil braços feito tentáculos, seu anélito frio trazia o odor pútrido de corpos, aterrorizava-me a fera com mil olhos que engolira tudo em tamanho negror. tudo em volta daquele sonho tornara-se morto a ponto de decompor instantaneamente. Amedrontado não conseguia acordar havia esquecido que havia outro de mim. Foi quando em um urro de tamanha fúria que parecia vir além daquele lugar despertei e pude ver a sombra da fera que movia-se de uma forma irregular na frente do espelho. Estava em um transe profundo onde cérebro gritava mexa-se mas nada mexia-se o quarto tornou-se tão frio e como em um filme de horror senti um sussurro tão frio no meu ouvido mas em outra língua diferente de qualquer uma que havia conhecimento até agora.
Não consegui mais dormir nesse dia e quando olhei-me ao espelho notei uma pequena mancha negra com um estranho símbolo em minha mão. Estava tão certo que aquilo era minha criatura que agora tomara vida e sendo temente a minha própria criação liguei ao Ruann que se surpreendeu em saber que estava vivo ainda.
-Ruann?
-Sim quem é?
-Ruann, é o Jhon pode vir aqui em casa?
-Desgraçado você está vivo?
-Ruann, cale a boca e venha logo.
Antes do Ruann chegar preparei uma pequena carta a ele. Deixei a chave com o porteiro especificando que entrega-se a um certo rapaz. Deixando uma foto com ele e fugi para perto dali. Encontrava-me agora em um hotel imundo.

Capítulo 12- Amaldiçoado será por suas criações, nossos destinos são os mesmos.

Capítulo 12- Amaldiçoado será por suas criações, nossos destinos são os mesmos.

Retornei ao Rio de Janeiro numa madruga. Seis meses antes do meu aniversário de vinte e sete anos, entrei no calar da noite em meu apartamento a chave estava com Alex então decidi arrombar meu apartamento, uma pequena coisa que aprendi em minhas desventuras.
Escrevi um pequeno bilhete para Alex com desculpas e pedindo que se afaste. Deixei por baixo de sua porta voltei até em casa e acendi um cigarro e peguei uma dose de Whysk.
Agora estava com um estranho desconforto por não pertencer a qualquer lugar. Fiz algo que adorava sentei-me sobre a janela com meu Sax e toquei uma música tão triste que há de fazer até a terra chorar. Decidi tomar um banho jogando aquelas roupas imundas fora, atirei elas pela janela. Logo fui dormir. Eram cerca de dez ou onze da manhã quando Alex batia eufórica e minha porta.
-Jhon você está ai? Responda desgraçado
Ressentido evitei os dois primeiros minutos.
-Estou. O que há?
-Como você está? Abra essa porta.
-Não, vá embora.
-Jhon abra essa porta, desgraçado.
-Não. Respondi com um grito de fúria.
Alex chorava assustada ao lado de fora de minha porta. Ressentia agir daquela forma mas temia ainda mais qualquer ação pois mesmo tendo o controle por alguns meses ainda sentia o outro.
Passou-se cerca de duas horas ela adormecia enfrente a minha porta ainda, esperando ávida, não sei porque tamanho desespero e nesse momento em que a realidade não era algo concreto pouco me importava até em questões sentimentais. Eu temia por minha vida e por outras agora. Sentia que mesmo no controle não deveria subestimá-lo.

Capítulo 11 - Paris (Nunca saberemos do que realmente somos capazes)


Capítulo 11 - Paris (Nunca saberemos do que realmente somos capazes)

Cerca de três meses passou-se desde que cheguei em Paris, mas tão pouco há de reconhecer de minha antiga alma, devido ao estado precário de minha sanidade e as roupas que agora trajo pode-se facilmente confundir-me com um vagabundo. Nesta cidade conhecida como a cidade luz estou esvaindo-me rapidamente. Esses três meses tem sido um tormento trancafiado em um pequeno cubículo desenvolvi uma forma de aprisionar o outro. Criei o já citado Deus Bahugera que agora mantém a margem da loucura e realidade desde essa criação as noites tornaram-se infinitamente longas e pouco consigo dormir apenas três ou quatro horas por dia, mesmo assim somente quando o dia esta a raiar. Vivo basicamente de comidas enlatadas pois preguei todo o quarto parar tomar controle do outro.
O tempo aqui passa de forma tão lenta que o barulho do relógio parece causar uma dor maior em minha alma, esse fardo faz-me desejar a morte de uma maneira tão vil.
Tomei um estranho e auto conhecimento por latim afim de dificultar a linguagem da fera em dificultar qualquer traço de bestialidade que possa surgir entre minha realidade e ficção. Permaneci na frança por mais seis meses onde absorto em minha criação consegui ou simplesmente achei que tinha contornado tamanha bestialidade da alma. Decidi então retornar ao Rio de Janeiro.

sábado, 23 de março de 2013

Bahugera

Bahugera

Introdução

Realmente creio que tive uma infância desgraçada, pois da mesma pouco lembro-me talvez eu cérebro tenha apagado tudo, talvez seja azar ou sorte do destino, Meu nome nessa história é fictício, Jhon.
Acho que cedo notava-se algo peculiar em minha alma e toda a loucura que acontecia
a meu redor era certo de esperar-se algum transtorno mental, mas o mesmo criou uma segunda personalidade minha qual compreendia-me.
Uma manhã voltado da desgraça que posso chamar de escola deparei-me com uma loja antiga de música e o mesmo apontou mas nada pronunciou a um instrumento que loucamente pedi a meus pais, esses que tudo davam-me exceto a atenção necessária.
Talvez pelo decorrer daqueles anos meus pais importavam-se mais com jogos e bebidas
do que com a sanidade do filho então deram-me o instrumento sem nada pronunciar e com o passar dos anos devotei-me aquele Saxofone de uma forma impressionante, sendo que um ano após a compra já conseguia compor minhas músicas, tenho certeza que esse mal ou dom escolhe sempre poucos.
Mas uma infância ferrada não é nada sem uma adolescência pior ainda e isso pouco importa
o pior dos fatos ocorre em meu vigésimo primeiro aniversário ou o começo de toda essa praga mas antes devo introduzir vocês a tamanha loucura.

Capítulo 1 - São só lembranças entre trevas

Capítulo 1 - São só lembranças entre trevas

Hoje em meu vigésimo sétimo aniversário nesse quarto de motel nefasto em que o papel de parede escorre como meu sangue tão vermelho e vivido que posso até ouvir o jorrar de minha pressão arterial, a parede possui uma mistura de cheiros peculiares os mais comuns entre esses tipos de motéis: morte e sexo.
Devo estar alucinado pelo álcool que subiu a mente e por essa maldita besta que ainda berra transmutada a minha segunda personalidade tão próxima a minha alma, talvez eu seja louco mas tão próxima está de se materializar, essa despersonalização pelo cheiro desse mofo tóxico, do álcool , do cigarro e das drogas, a cada frase escrita o ar torna-se mais rarefeito e a fera parece mais próxima de minha alma e corpo as palavras dessa agora são tão vividas mas ainda em outros línguas que eu sequer haveria de conhecer a não ser que tivesse adentrado naquela seita de ocultismo a fim de compreender a loucura que nenhum psiquiatra conseguiu diagnosticar, que ciência alguma ousou confrontar essas palavras tão vividas agora são pragas a minha alma que visam o meu corpo dominar e por mais que eu permaneça forte Bahugera há de minha alma dominar com ritualísticas e ancestrais maldições e a última que pude ouvir tomou conta de meus atos.
-Igneus Exura Vita inanis
Pôs a todo aquele lugar incendiar junto a meu corpo.

Capítulo 2 - Primeiro aviso (Dupla personalidade)

Capítulo 2 - Primeiro aviso (Dupla personalidade)

No meu vigésimo primeiro aniversário, posso dizer que um aviso ou o começo de todo aquele mal talvez o começo de meu fim. Nesse mesmo dia eu comemorava em um pequeno bar perto do centro, o céu estava nebuloso, mas não havia sequer a sensação de chuva apenas trevas, acho que foi uma ou duas horas depois do começo da festa em que um raio deve ter atingido apenas a 30 metros dali um pobre infeliz, apenas nos assustamos mas ninguém foi checar, havendo também o fato da luz ter caído por cerca de um minuto e tudo virar um completo breu. Deparei-me com um espelho que tinha certeza não estar ali e podia ver um outro eu sorrindo de uma forma assustadora e maléfica deve ter passado um minuto mas tive a sensação de horas até que retorna-se a mim depois dos gritos em frenesi de todos por causa da luz retornar, não conseguia parar naquele outro eu, no espelho e na sensação cruel e fria que sentia naquele momento em todo o caminho obscuro até em casa
Moro em um prédio antigo no quinto andar havendo a sala/cozinha e um banheiro o único motivo parar continuar ali é a magnífica vista da janela da cidade, o papel de parede bege quase escuro pela falta de cuidado do antigo inquilino, possuo ali apenas um sofá cama, meu sax, e um micro-ondas antigos, devido a passar o maior tempo na rua e no trabalho onde faço parte de uma banda do teatro municipal, minhas roupas ficam amontoadas na encima da TV e do sofá há também uma garota que mora no andar de baixo pode se dizer meio doida mas quem é normal acho impressionante o cabelo sempre pintado em cores exóticas e sua personalidade, sempre que chegava a observava entrar ela chega 22:10 poucos antes quando retorno do trabalho e hoje não demorei a retornar por esse motivo
Assim que a vi fui tomar um banho jogando minhas roupas na mesma pilha, fui logo deitar-me de tão morto que estava e estranhamente adormecia rápido mesmo tendo uma insônia maldita.
"-Não serei esquecido, não morrerei diante as cinzas John você morrerá comigo e todo o início e fim está marcado em sua alma, é sua maldição, o infortúnio de quem possui seu dom, morrerás de suas próprias criações e medos"
Acordei gritando igual um louco mas logo que despertei, parei a encarar e absorto o outro eu desfigurado e queimado observando-me com um olhar de fúria, acendi a luz e aquela merda havia sumido, estava desesperado meu coração acelerado, fui ao espelho encarando meu rosto procurando queimaduras, colocando a língua para fora, dei algumas voltas pela sala peguei meu sax, sentei-me na janela acendi um cigarro. Tomei um gole de vodka joguei o cigarro fora e comecei a tocar um blues, tentando esquecer aquela merda enquanto olhava a lua. Tentando desviar o olhar daquele quarto.

Capítulo 3 - Aparências sempre enganam

Capítulo 3 - Aparências sempre enganam

seis de agosto de mil novecentos e oitenta e cinco, três dias haviam se passado desde meu sonho e aquele estranho episódio no bar, devo ter esquecido naquela época mas hoje lembro-me com certeza que tudo parecia estranhamente normal até de mais, havia saído para trabalhar como de costume as nove da manhã, cheguei no teatro municipal as dez horas havia pegado o mesmo ônibus de costume, enquanto vinha seguindo pelo centro coloquei meus fones de ouvido e comecei a ouvir musicas em um toca fica portátil, o ônibus como sempre mal cuidado havendo um estranho cheiro de urina e drogas os passageiros sentado e em pé nervosos com aquele lugar aquele ônibus mais se parecia com uma cela de prisão superlotada.
Desci no meu ponto no outro lado da rua ficava o teatro a visão ali era magnífica tirando o descaso das autoridades, onde podia se ver piches de gangues e vagabundos, no centro da rua ficava um chafariz de arquitetura gótica do século XVII ou XVIII.
No teatro tudo era magnífico mesmo agora ele sendo privatizado a companhia reformou ele trazendo um tom sombrio e de outras eras, o palco mantido ainda do carvalho puro, e o acústico do teatro era magnífico não havendo necessidades de microfones. O camarote estava digno do século XVII parecia que havia sido projetado para nobres e reis, movimentei-me até a sala dos empregados e comecei afinar meu sax, preparando tudo para a apresentação da noite, devo ter passado umas cinco ou seis horas revisando tudo quando voltei a mim eram 15:30 aproveitei um pequeno intervalo e fui até um bar de um amigo numa rua próxima ao teatro.
Ruann era o nome de meu amigo e dono do pequeno bar sentei com ele e começamos a conversar sendo que as conversas duravam quase uma ou duas horas e eu teria que retornar ao teatro no máximo 17:30 tomar banho e preparar-me para o espetáculo que estava agendando as 19:00.
Tive um sonho muito estranho desde aquele dia no bar perto de casa.
-O que aconteceu? Até parece que viu um fantasma com essa cara.
-Mais ou menos, tive a sensação de ter me visto no bar em frente a um espelho. Sendo que tive um sonho em que estava pegando fogo, mas havia um certo teor de ódio em mim.
- Você só deve estar cansado você mal sai daquela sua casa, aquilo ali está tudo acabado, tem que respirar, você passa horas tocando, vive fumando, não conhece ninguém parece que tá preso lá.
-Não estou preso só não vejo necessidade de encontrar com pessoas fúteis, quando posso tirar melhor proveito do meu tempo estudando e compondo.
-Você parece um louco. Jhon precisa sair vai ficar louco lá
-Já sou quase louco. A propósito vai ao espetáculo essa noite?
-Dou uma passada por lá pra te sacanear
Terminei de beber uma cerveja e voltei ao teatro deviam ser 18:00.
Quando cheguei lá notei que meu sax estava em uma posição diferente, o estranho é que os outros integrantes chegam as 18:20. Chamei mas não ouvia nada apenas o eco de minha voz nenhum som qualquer de passos ou respiração então pouco importei-me
As 19:00 estávamos todos prontos em nossas posições, a iluminação dava um suave teor de escuridão ao hall, O palco a e b uma iluminação mais clara a plateia estava cheia mas todos haviam uma expressão vazia no rosto como se procurassem por algo.
A duração do espetáculo era de três horas, mas antes desse tempo aconteceu novamente enquanto tocava tive uma sensação de frio e as luzes se apagaram ou pelo menos parecia, então novamente vi minha outra face.
Deixe-me em paz, suma daqui volte pro seu inferno e nesse frenesi atirei meu sax na plateia não passou dois minutos para que eu pudesse desmaiar, mas lembro de ouvir algo ecoando.
-Todo o destino está próximo e o nosso está conectado. Então tudo se apagou...

Capitulo 4 - No hospital (Não há um diagnóstico)

Capitulo 4 - No hospital (Não há um diagnóstico)

Dia sete de agosto devo ter acordo as três ou quatro da manhã em uma cama de hospital e não lembrava o motivo de estar lá, mesmo assim sempre tive um pavor de hospitais e queria sair logo dali, Ruann estava sentado na sala de espera foi quem me carregou até o hospital após o assim dizer acidente, sentia-me tonto e um pouco alegre.Já ia levantando-me quando o médico abriu a porta do quarto perguntando a onde eu iria desse jeito.
-Jhon posso ver pela sua ficha que você teve uma espécie de ataque de nervos, anda estressando-se muito ultimamente?
- Não, mal saio de casa.
-Você é fumante?
-Sim
-Aumentou a frequência com que fuma, entre um cigarro e outro?
-Sim
-A quanto tempo?
- Uns 4 dias atrás
-Qual o motivo?
-Apenas um sonho ruim.
-Vou receitar alguns analgésicos, alguns dias descansando principalmente fora da sua casa recomendo-lhe uma viagem, alguns comprimidos para dormir e só por enquanto e vou encaminha-lo para uma consulta de psicólogo?
-Tudo bem, mas não preciso de psicólogo!
-Calma Jhon, eles não mordem
-Tudo bem.
Enquanto eu voltava sendo carregado até a casa do Ruann pensava sobre o aspecto que parecia-me tenebroso daquele hospital, Paredes brancas, um tanto calmo de mais, ao mesmo tempo um odor de morte no ar, o cheiro dos enfermos, parecia um lugar a se contentar com a morte ou como se fosse a melhor opção, tenho pena do pobre internado lá.
Mas logo ele interrompeu-me o pensamento. -Sente-se melhor? O que diabos aconteceu? -Não me leve a mal mas foi um tanto engraçado você atirando seu sax na plateia.
-Você está de sacanagem? -Não, -disse ele gargalhando de rir.
Ruann morava cerca de trinta minutos do hospital indo a pé e eu mal conseguia andar então pegamos um táxi.
Ele morava em uma antiga casa do centro, a arquitetura sem dúvida era da era barroca, eu já conhecia a casa dele, alguns móveis básicos, fotografias de familiares muitos deles militares, havia em si uma certa arrumação entre as bagunças, algumas fotos nossas e de outros amigos  a geladeira estava com algumas comidas e um tanto de latas de cervejas e refrigerantes. Sentei no sofá ele ligou a tv, pegou duas latas de cerveja atirou-me uma colocou na reportagem e passamos o tempo assistindo
Eu debilmente assistia aquilo enquanto tentava reaver qualquer memória que fosse daquele episódio. Embora todo esforço fosse em vão
Eram quase 6 da manhã quando fui dormir, inquieto durante toda a noite, em memórias tão vividas ou achava que eram, mas nada daquilo aconteceu, apenas sonhos de atrocidades banais e crueis. Acordei com barulho da TV quase onze da manhã, Ele arrumava-se parar ir para o bar pediu a sua namorada Sarah que abrisse hoje. -Jhon fala ai você tem um tempo livre para onde pretende ir? - Como assim? -Viajar sair desse local? - Não vou a lugar algum tenho coisas a resolver.  -Como o que seu trabalho? - Sim. -Você tem atestado médico ou é outro motivo? - Nenhum outro. -É aquela garota? Qual o nome Ale , Alex? Alex é isso? Ainda não tomou coragem e foi falar com ela, vai achar que você é um doido logo ainda mais depois de ontem.
Tão pouco respondi apenas levantei e fui lavar o rosto, vinte minutos após o Ruann sair fui para casa. A viagem foi bem rápida não pensava em nada.

Capítulo 5 - Alguns caminhos são maldições em outros nos amaldiçoamos

Capítulo 5 - Alguns caminhos são maldições em outros nos amaldiçoamos

Cheguei em casa deviam ser uma da tarde, retirei a roupa joguei novamente sobre a pilha de roupas, tomei um banho , me sequei, vesti apenas um short e uma blusa regata, olhei uma pilha de cartas e havia uma carta do teatro entregue as seis da manhã dizendo o seguinte.

-Caro Jhon C...... Devido ao acidente de ontem a noite estamos por este meio informando a sua demissão, uma reunião será marcada. Visando um acordo entre as partes. Lamentamos perder um membro de nossa equipe. O teatro municipal agradece sua colaboração em todos esses anos, desejamos boa sorte a sua carreira musical.
                     
                                                                                            Antonio Chagas de Albuquerque
                                                                                             Diretor do Teatro Municipal do RJ


Tomado em frenesi agarrei a primeira coisa que vi a minha frente e atirei a parede gritando feito um louco, desgraçados, malditos vou processar eles. Meu frenesi foi parado por um outro ataque apaguei novamente e vi minha outra face defronte a mim. Parado, calmo feito um lorde. - O tempo está acabando. -A única coisa que lembro ter ouvido. Passaram-se uns 20 minutos até que alguém consegui-se entrar no meu apartamento e conseguir acordar-me era Alex que junto com o zelador abriram a porta. Acordei um pouco tonto demorei uns 5 minutos parar voltar a mim, logo me assustei perguntei o que faziam aqui. Alex respondeu: - Ouvi alguns gritos e vim checar chamei você e não respondia então corri até a portaria e consegui a chave com o zelador/porteiro viemos checar se estava bem. -Sim, sim só foi um pequeno ataque de nervo devido a um ex-patrão, pedi que desse licença pos o short que estava mais parecia uma samba canção de tão curto, um pouco envergonhado na voz, ela deu um sorriso engraçado e debochado e logo se retirou, o zelador me encarando lancei sobre ele um olhar sério o mesmo pediu perdão e foi saindo.
Estava aturdido então liguei para o Ruann, e perguntei para onde deveria viajar, ele disse -escolha na sorte. Desliguei o telefone procurei um mapa do País feito louco mas não achei, vesti um short um pouco maior e fui até a casa da Alex, bati na porta, ela perguntou. -Quem é?
-Eu, Jhon. Ela abriu a porta com um pequeno sorriso, Perguntei se teria um mapa ela respondeu que sim, ela abriu a porta e foi pegar, fez uma pequena brincadeira. -Sente-se melhor com esse short sem exibir as pernas cabeludas. Dei uma pequena risada e ela também.
Ela vestia um short jeans, uma camisa de alguma banda alternativa que eu não conhecia, estava com o cabelo vermelho (Impressionante eu ter conseguido dessa vez distinguir a cor ) andava descalça pela casa. Tudo parecia perfeitamente limpo, a casa era decorada com pôster de bandas, paisagens da Inglaterra, havia algumas coleções de copos e outros acessórios. O papel de parede era salmão e o tapeta era em cores pardas. Ela entrou trazendo um mapa. Então brincando falei fui demitido por um desgraçado, tenho tempo e vou ter dinheiro para viajar então vou escolher um estado aleatório. Ela riu e fez uma brincadeira - Vamos dar uma de Bonnie e Clayd roubando os ricos por ai. Rimos um pouco.
Pedi para que ela fecha-se meus olhos colocando as mãos sobre eles e comecei a rodear lugares nos mapas até que cansa-se e meu primeiro destino estava traçado, assim que ela retirou as mãos pude ver. São Paulo.
Alguma hora depois já estava arrumando minhas coisas, deixei a chave com a Alex para cuidar do apartamento, e dar comida a um pequeno gato vagabundo que raramente aparece lá em casa. Não levei muito apenas meu sax e uma mochila com roupas. Ela ficou impressionada em saber que era eu que tocava aquele saxofone todas as noites. Fomos até a rodoviária, comprei a passagem, toquei algumas músicas que ela tanto pediu antes do ônibus chegar, eram quase 20:00 quando o ônibus chegou despedi-me e entrei no ônibus dando um tchau....

Capítulo 6 - O destino é seu fardo ( maldições são maldições não há como fugir e conhecimentos ocultos podem trazer um pouco de paz como aumentar o tamanho fardo)

Capítulo 6 - O destino é seu fardo ( maldições são maldições não há como fugir e conhecimentos ocultos podem trazer um pouco de paz como aumentar o tamanho fardo)

Oito de agosto eu acabara de chegar em São Paulo e assim que descerá do ônibus fiquei magnificado com tamanha cidade, tamanha grandiosidade, acho que é a única palavra que cabe nesse momento devido ao misto de luzes, lugares e atrações a desvendar a cidade havia um ar de futurista. Eram quatro da manhã, estava cansado e decidir ir a um hotel bem próximo mas como toda beleza a sempre em si a beleza obscura para os que preverem ver, no meu caso era esse hotel que ficavam em um beco escuro e meio sombrio.
Entrando no hotel o atende era um homem cerca de 60 ou 70 anos, cabelos grisalhos com olheiras enormes, ouvindo um pequeno rádio que ficava ao lado de um caderno que creio ser os dos hóspedes, nada disse. Apenas pedi um quarto, mostrou-me uma linha para assinar e deu-me uma chave, o número do quarto era o vigésimo quinto, um pequeno quarto com uma decoração estilo anos cinquenta, o papel de parede florido, a janela pregada, com barras do lado de fora, havia um abajur, uma mesa e uma pequena televisão. Retirei minha roupas e fui tomar um banho e deitar.
Acordei em torno de uma hora da tarde não havendo nada o que fazer, decidi dar um passeio pela cidade, suas lojas de músicas e suas curiosidades, fui de uma loja a outra até dar mais ou menos oito da noite, onde decidir entrar em um pub chamado Rosa Cruz, Pedi um trago (3 doses de whysk sem gelo) e fui sentar-me a uma mesa onde a iluminação era precária, estava carregando meu sax.
Era apresentação de uma pequena banda, mas a mesma estava sem o sax, enrolaram cerca de vinte minutos até quase cancelarem quando um homem cerca de 35 anos com cabelos longos, meio claros, vestido de um sobretudo amortalhado perguntou-me sentando ao meu lado se incomodar-se-ia de tocar, eu prontamente recusei mas devido a tamanha insistência aceitei, Se apresentou como Sr.Willian. Começamos a meu pedido com algumas músicas clássicas mas logo fomos introduzindo um toque dark nelas, algo meio clássicos Bahaus, joy division e alguns outros, entre uns blues. Willians até onde pude reparar era um excelente tecladista. Cerca de duas horas depois terminamos o pequeno show, sentei-me novamente a mesa onde o mesmo acompanhou-me pedindo duas doses de whysk. Conversamos sobre músicas e outros aspectos sobrenaturais até duas da madrugada, Observando o fato desta hora decidir ir embora.
-Qual o seu nome mesmo?
-Jhon
-Jhon, Gostaria de tocar novamente amanhã e conhecer um pouco do submundo de são paulo?
-Acho que sim. Então Willian me deu um estranho cartão com seu nome havendo em si alguns símbolos desconhecidos.
Vaguei até o hotel onde tomei outro banho e fui dormir.
9 de agosto. Esperei por incrível que pareça dar o horário do pequeno bar abrir, senti-me interessado pelo estranho convite, Cheguei cerca de duas horas antes e encontrei Willians enfrente ao bar abrindo uma estranha porta até então a noite não notada, pediu que adentra-se evitei um pouco, pensando o que poderia ser mas logo esqueci vis pensamentos e adentrei-me
Eram uma sala ampla julgando pela aparência da pequena porta havia vinte pessoas. A sala era decorada com os mesmos símbolos, Willians pediu que o acompanha-se a uma outra sala.
trancou a porta. Era um pequeno escritório assim por dizer repleto de livros a iluminação devia-se a velas, poder-se-ia dizer que haveria até pergaminhos ali, e pinturas do séc XV ou mais antigas.
-Jhon, trouxe você aqui porque noto que tem interesse em algo espiritual, algo que não foi dito, suas habilidades no sax são excelente, realmente possui alma de artista.
-Obrigado, mas como assim trouxe-me aqui?
-Jhon, sou o dono do bar e dessa pequena ceita de ocultismo, Rosa Cruz. Bom da ceita sou apenas um dos seguidores. Estudamos budismos e deveras outras religiões, os mitos das artes, escritores, músicos e etc. É um pequeno grupo seleto e gostariamos de te-lô por aqui.
-Eu, tão pouco sei de ocultismo, posso dizer que agora sou um músico sem trabalho, apenas a viagem.
-Não faz mal nossa pequena ordem tem uma excelente rede de comunicação, poderia estudar muito e aprender.
-Não obrigado. Acho que não faz o meu caráter
-Tem certeza? Nenhum sonho ou outros pensamentos que esteja procurando respostas?
Senti um calafrio na espinha ao ouvi-lo dizer aquilo. Não sei pelo que fui movido mas aceitei.
-Ok, aceitarei mas no momento apenas como um observador.
-Muito bem.
-Agora vamos a cerimônia!
-Cerimônia. Espantei me perguntando se não seria algum ato vil. Ele riu respondendo:
-Acha que somos bárbaros? Oculitos é mais que isso irá aprender, o que você escuta é mera especulações do cristianismo.
Foi uma pequena cerimônia citando em Latim algumas palavras desconhecidas, por isso não direi elas aqui.
Durante esse tempo até o ensaio da banda estávamos absortos em livros e algumas bebidas, estudando e conversando sobre um mundo da arte que até então era novo para mim. Nesse intervalo de tempo peguei um livro sobre um a muito esquecido escritor. Que narrava sobre uma maldição em sua própria alma.
Passei cerca de três anos estudando em São Paulo fazendo algumas viagens ao Rio, perguntando se Alex precisava de algo, acho que começamos a ter uma amizade ou uma espécie de laço mais forte. Nesse espaço de tempo a seita ajudou-me muito financeiramente, comprei um celular e outras coisas fiz algumas composições de música que se tornaram moderadamente famosas. A última coisa antes de decidir voltar ao rio foi pegar o número de Willians.
Estava voltando ao rio em um carro que havia alugado. O único fato que lembro-me antes de um terrível batida foi de desmaiar e ouvir um estranho sussurro.
-Os conhecimentos que lhe protegem também me fortalecem somos um nesse céu e terra dentro de seu corpo e alma resido.
Nada mais ouvi mas sentia-me preso dentro de minha própria mente como um pequeno rato quer escapar de uma gaiola.

Capítulo sete Controlado por completo - Nunca subestime a sua outra face a mesma pode possuir você por completo e soterra-lo.

Capítulo sete Controlado por completo - Nunca subestime a sua outra face a mesma pode possuir você por completo e soterra-lo.

Não sei qual dia é hoje e muito menos a hora, estou em um paradoxo diferente, tudo é escuro a única coisa que escuto são vozes vindas de fora, não sei nesse momento onde estou preso, sendo tudo trevas e nada mais não há muito o que dizer. Tudo que será narrado deste fato é apenas vozes, assim por final acredito que a minha outra face que agora devido a antigos conhecimentos seja assim compreendida como algo mais que uma dupla personalidade qualquer pois a mesma assumirá meu corpo por inteiro, trancafiando-me a um breu em minha própria massa cinzenta obscura.
Cerca de três dias após o acidente meu corpo acordou, mas algo que notava-se até superficialmente era a mudança vil de minha personalidade, Este em si possuía um sorriso seguro de seus atos, tão frio e terno ao mesmo tempo creio que a qualquer alma um pouco fraca fosse logo revelado para o mesmo qualquer segredos, Após dos dias de observação o mesmo foi liberado, o diagnóstico ainda estava a ser entregue, mesmo a bateria de exames sendo feitas, nada foi dito que eu pudesse ouvir.
Chamarei então pelo meu próprio nome Jhon, após ser liberado do hospital decidiu retornar a sua casa, chegou cerca de sete ou oito da noite, notavas se logo no mesmo um ar tão vil quanto de um criminoso, Após chegar foi buscar a chave com Alex, bateu na porta e aguardou.
-Jhon, Oi há quanto tempo como foi a viagem?
-Nada de mais apenas um imprevisto, nada sério
-O que aconteceu?
-Absolutamente nada, lançado um pequeno sorriso, pode-me dar as chaves?
-Ah! Sim claro espere aqui.
-Obrigado, dando um pequeno selinho.
"Alex pensando: Que diabos aconteceu?" Nesse momento deu tchau e bateu a porta
Virando-se foi para casa. Onde arrumou de uma forma metódica todos os quantos, organizando tudo em uma ordem um tanto estranha. Tão pouco deve ter dormido pois o que creio ser o raiar do sol o mesmo havia mudado drasticamente a minha casa, dando um aspecto obscuro qual da Rosa Cruz, Vários livros sobres escritores e outros fatos, Creio que o mesmo passava mais tempo bebendo, lendo e tocando o sax do que outra coisa. Tínhamos de fato agora os mesmos gostos.
Algumas horas mais tarde. Em torno de oito da noite o mesmo foi até meu antigo trabalho vingar-se. Agredindo meu antigo patrão. De uma forma ágil e misteriosa agarrou pelo pescoço quase sufocando por pouco e por muito esforço de minha pobre alma. Desregulado em um tamanho frenesi foi até o bar do Ruann onde bebeu cerca de 2 garrafas de Whysk.
-Ruann calma lá Jhon, isso não é água
-Claro, claro - respondeu em um tom de deboche
Não demorou muito até sair do bar cambaleando mas por incrível que pareça sua fúria parecia ainda maior. Volto até em casa, bêbado bateu na porta da Alex e no momento que ela abriu a agarrou beijando a força. Desesperada empurrou com força o mesmo partindo para cima dela em tamanha fúria segurando tão firme seu pescoço que podia ouvir o bater do seu coração, foi quando em um frenesi de minha alma, não sei da onde recobrei forçar e tomei meu corpo por alguns instantes afastando-me de forma violenta em encontro a parede.
Alex desesperada havia agora em sua mão uma faca, apontando em minha direção e em outro frenesi não sei explicar apenas bizarros berros:
-Você saia de mim, agora é a minha vez eu tenho o controle.
-Demônio, pare vai acabar matando alguém.
-Você é um fraco, um fardo a nosso real potencial.
Alex ainda assustada sem nada entender empunhava a faca, tão pouco demorei a levantar joguei a chave de minha casa para ela e fugi tão rápido e veloz quanto pude, de lugares em lugares, países e países. Fugi de minha alma e de minha vida, mas em vão todo lugar que fugia o mesmo apoderava-se de mim em um vil frenesi. Tão logo saberão meus destinos e tão frustrados foram.

Capítulo oito - Alex um tanto no limite ( Viver nos extremos é perigoso de mais até para os que estão fardados a isso)

Capítulo oito - Alex um tanto no limite ( Viver nos extremos é perigoso de mais até para os que estão fardados a isso)

Alex Woodhouse, tinha descendência britânica aos vinte anos de idade mudou-se para o Brasil, A trabalho ela era uma fotógrafa fantástica em si veio ao Brasil em busca de modelos, Alex trabalhava para uma pequena agência que havia acabado de abrir uma sede no Brasil, mas precisamente no centro do Rio de Janeiro. Alex alugou um pequeno apartamento, com montando ali um pequeno quarto negro onde editava suas fotos, Seu quarto era composto de uma cama, armário, fotos de casa, pôster, um fogão, no outro lado ficava um banheiro. O papel de parede mais parecia dos anos quarenta, havendo em si coleções de personagens de filmes em bonecos. Alex tinha um fraco por roedores tendo um pequeno Hamster chamado Amy. Trabalhava de segunda a sábado na agência das seis da manhã as três da tarde. Aproveitava o tempo vagueando e fotografando, sempre as seis da tarde ia ao Bar próximo ao Teatro Municipal Bebia cerca de três cervejas e alguns drinques, cerca de oito da noite adentrava ao Teatro para ouvir seu vizinho Jhon tocar Sax. Voltava para a casa sempre cinco minutos antes de Jhon chegar. Esperava pelo corredor até o mesmo passar dando um oi simpático. Entrava e observa pelo canto da porta até Jhon entrar. Alex tomava banho, colocava um pijama, sentava na janela abaixava o som da TV e da luz esperando cerca de 23 até 1 da manha Jhon tocar Sax. Era sempre cerca de duas horas. Alex gostava de músicas alternativas, mas por incrível que se pareça adorava o tom melancólico das composições de seu vizinho.
Alex mudou-se para o Brasil devido as dificuldades com sua família, assim dizendo um tanto ricos, almejava que Alex fosse médica ou advogada, não compactuavam com um trabalho banal na opinião deles. Alex desde cedo possuía um senso emocional bastante elevado e era notado apenas por olhos atentos quando a mesma assistia a um filme ou ouvia uma música parecendo compreender e absorver tudo. Alex era um tanto impulsiva e creio que sua mudança para o Brasil foi dada a uma dessas impulsividades, Alex pressionada por sua família praticamente fugiu para o Brasil. Teve um pequeno acidente com bebidas em sua adolescência e sofria com uma terrível sindrome de perseguição, Meteu-se em alguns relacionamentos vazios, que nada acrescentava apenas uma sequência de decepções e outras ações impulsivas.
Cerca de dois dias após a viagem de Jhon a São Paulo, Alex teve um pequeno ataque a beira do extremo uma terrível crise de choro e pavor, ligando para Jhon que conversaram por uma ou duas horas. Mantendo a calma e tranquilizando desde então Jhon prometeu visita-lá mensalmente. A primeira conversa:
-Jhon, onde você está porque todos estão fugindo.
-Estou aqui em São Paulo. O que está havendo? O que foi?
-Tenho medo. Medo que todos vão que eu esteja morta, que nada seja real que eu viva uma mentira.
-Olhe para o céu ele existe, olhe para o espelho e veja seu rosto triste, se ele está triste é que algo está errado e se algo está errado você está viva e pode fazer dar certo.
-Talvez. Quando você voltará? Preciso conversar.
-Posso ir ai daqui uma semana.
-Ok. Venha rápido.
Encurtei a conversa apenas os fatos importantes.
Entre essas vindas e idas de Jhon, Alex sentia-se mais confiante sobre si mesma e começava a sentir algo por ele. Entre outras horas Alex o achava um idiota por não perceber o mesmo. Muitas dessas crises foram devidas a Alex sentir que ele apenas seria seu amigo. Outrora reconfortantes outrora esmagadoras.
Passou-se 3 anos, Alex anotou ansiosa o dia da chegada de Jhon ia fazer uma surpresa. Mas o mesmo não ocorreu, Jhon apareceu apenas três dias depois e muito diferente, havia em si um sorriso vil, tão frio quanto de um maníaco. Nessa mesma noite Alex ficou assustado com um selinho que Jhon havia dado nela. Bateu a porta e ficou pensado o que diabos foi aquilo.
Borbulhava um misto de alegria com incertezas.
Cerca de algumas horas depois Jhon retornara, batendo a porta fedendo a bebida, agarrou a beijando, chocada empurrou o com toda sua força. Assustou-se com a voracidade que ele pulo em seu pescoço, estava quase desmaiando sentindo as mãos de Jhon no seu pescoço perdendo a vida de seu peito, quando o mesmo parou e atirou-se sobre um dos cantos com uma força brutal. Pegando a faca Alex a empunhou contra Jhon que retraído no canto Berraram de uma forma bizarra e louca, poder-se-ia dizer que estava discutindo com alguém, mas quem? Não havia nada que pudesse ver.
-Não sou um fraco, desprezo toda essa praga que tenho essa maldição
-Despreza-me tanto porque não se mata? Ou ainda teme o escuro e a morte?
Alex sabia que não havia ninguém lá, mas poderá notar a diferença do tom da voz e sua expressão facial, sabia que eram duas pessoas diferentes. Alex apenas viu Jhon atirar a chave e sumir na noite.

Capítulo nove- Não fuja a menos que não tema a morte as vezes é a única saída

Capítulo 9 - Não fuja a menos que não tema a morte as vezes é a única saída

Parei de contas os dias apenas os anos que se sucederam em que eu fugia em vão de todo aquele pesadelo. Mesmo fugindo feito louco entre cidades e países. Em busca de reconforto e compreensão. Meu primeiro rastro da fuga foi para São Paulo em busca de compreensão procurei a Rosa Cruz. Cerca de quatro da manhã cheguei a sede abri com a pequena chave que Willians havia dado-me. Willians encontrava-se adormecido sobre uma pilha de livros quando entrei brutalmente pedindo auxílio.
-Willians, preciso de ajuda há algo que não contei mas tenho certeza que você notará.
-Sim, acalme-se fala de sua outra personalidade?
-Sim
-Entendo compreendo que esse fato aconteceria.
-Vou enviar você para o Tibet.
Ericson levou-me até o aeroporto com uma passagem e uma espécie de carta, falando para abri-lá apenas em certo endereço, fui também acompanhado por dois guardas costas. O vôo durou quase um dia.
Chegando ao Tibet., o lugar era um amontoado de gente a maioria muito pobre fora do aeroporto era possível ver pequenas barraquinhas. Fui levado a um pequeno templo perto de alguns Alpes. A entrada do templo havia o símbolo da Rosa Cruz então compreendi o que foi me dito quando me associei a ela. A seita em si deveria ser enorme julgando por haver um templo no Tibet. Era noite quando cheguei e ao soar um estranho gongo no templo um pequeno senhor trajando um manto negro primeiramente exigiu-me a carta. O mesmo após checar acolheu-me em um pequeno quarto nada havia além de uma cama. Deu-me uma espécie de Roupão. Acredito ter passado cerva de um ano e meio no Tibet. Estudando de forma voraz sobre budismo e escritos antigos. Acho que foi um mês após completar um ano decidi então tentar controlar minha outra face, formei então em Poesias outro mundo em que o meu outro eu fosse controlado por meus medos uma fera que chamei de Bahugera. Essa fera na verdade um Deus mais antigo que a morte, era prepotente a ponto de destruir qualquer vida em si, mas foi me advertido no templo e pelo Willians, temer tamanha criação, pois existe outro paradoxo ou universo em que todos os escritos são reais, todas as feras criadas, todos os medos tudo se torna real.
Após esses um ano e meio em que me julgava estar no controle fui tomado por uma fúria indomável novamente ou meu outro eu que agora abominava aquela ordem. Tomando meu corpo por completo incendiou o templo no calar da noite. No outro dia quase quatro da manhã eu recobrava a consciência quando acordei no meio de uma estrada com o corpo coberto de fuligem. Estava tão perdido e atônito que fui direto ao aeroporto pegando o primeiro avião para qualquer lugar. Por ventura desembarquei em Nova York.

Capítulo 10 - Nova York - Desespero ( Fugir de si mesmo é algo impossível)

Capítulo 10 - Nova York - Desespero ( Fugir de si mesmo é algo impossível)

Chegando a Nova York liguei para Willians e expliquei o ocorrido, o mesmo nada se surpreendeu-se. Avisando então que iria sumir do mapa pedi que avisa-se a Alex dando o número dela, joguei o celular na rua e vaguei entregando-me em um amplo despeito onde poderia ver facilmente pelos meus olhos a morte tão próxima, neles podendo notar que o brilho havia sumido. Nesse fato apodreci em um amplo leito de luxúrias. Era sustentado por infortunas jogatinas, trapaceando em todas agora minha fonte de sustendo eu vagava por sombras atormentando pessoas de almas fracas tendo completo controle de meu corpo sentia que aquela mente não era a minha, Devo ter passado três meses antes que fugisse novamente devido a outro ataque súbito quando tomava controle de minhas ações e aparentava um controle pronto a retornar. O meu tempo em Nova York foi decorrido da seguinte maneira. Dando entrada em um pequeno hotel vivia apenas com uma cama, um chuveiro e uma mesa onde eu absorvi um hábito muito incomum e falho de tentar excruciar essa praga de minha alma escrevendo sobre minha já citada Bahugera, eu vivia completamente bêbado, entre bares fazendo jogatinas, aproveitando-me dos fracos conseguindo assim pouco mais de cento e cinquenta dólares por dia. Era o suficiente para mim nesse momento, não sentia vontade de alimentar-me tanto que emagreci quase 15 quilos, no decorrer desses um ano e meio. o que para meu peso já era de mais, eu agora fumava desenfreadamente. Havia tendo alguns problemas com a polícia local sempre sendo solto com certas advertências. Pois havia adquirido uma incrível habilidade de mentir e em cobrir qualquer rastro. Almejava na época que minha habilidade serviu-se para a minha outra face, mas meus esforços todos em vão.
Minha fuga de Nova York deveu-se a quase matar um policial. Eu vagava quatro ou cinco da manhã quando um oficial parando-me foi me revistar e encontrou o que achava ser um artigo roubado. No caso tratava-se de meu Sax acho que foi o único bem que foi enviado-me por Willians e não sei como. A única coisa que dizia na carta era que havia sido um pedido de Alex.
-Parado ai.
-O que houve?
- Houve uma denuncia de roubo
-Onde estão seus documentos?
-Não possuo, perdi em um acidente.
Apontando-me a arma pediu que entrega-se a estranha mochila e coloca-se as mãos na cabeça. Apaguei nesse momento. Devo ter sido tomado em um frenesi, pois lembro de ouvir um estrondo seguido do odor do sangue. Não sei o que passou com o policial, mas creio que deus tenha piedade da alma dele, pois onde acordei de meu transe foi em um avião que estava a caminho de Paris.