Capítulo 9 - Não fuja a menos que não tema a
morte as vezes é a única saída
Parei de contas os dias apenas os anos que se sucederam em que eu fugia em vão
de todo aquele pesadelo. Mesmo fugindo feito louco entre cidades e países. Em
busca de reconforto e compreensão. Meu primeiro rastro da fuga foi para São
Paulo em busca de compreensão procurei a Rosa Cruz. Cerca de quatro da manhã
cheguei a sede abri com a pequena chave que Willians havia dado-me. Willians
encontrava-se adormecido sobre uma pilha de livros quando entrei brutalmente
pedindo auxílio.
-Willians, preciso de ajuda há algo que não contei mas tenho certeza que você
notará.
-Sim, acalme-se fala de sua outra personalidade?
-Sim
-Entendo compreendo que esse fato aconteceria.
-Vou enviar você para o Tibet.
Ericson levou-me até o aeroporto com uma passagem e uma espécie de carta,
falando para abri-lá apenas em certo endereço, fui também acompanhado por dois
guardas costas. O vôo durou quase um dia.
Chegando ao Tibet., o lugar era um amontoado de gente a maioria muito pobre
fora do aeroporto era possível ver pequenas barraquinhas. Fui levado a um
pequeno templo perto de alguns Alpes. A entrada do templo havia o símbolo da
Rosa Cruz então compreendi o que foi me dito quando me associei a ela. A seita
em si deveria ser enorme julgando por haver um templo no Tibet. Era noite
quando cheguei e ao soar um estranho gongo no templo um pequeno senhor trajando
um manto negro primeiramente exigiu-me a carta. O mesmo após checar acolheu-me
em um pequeno quarto nada havia além de uma cama. Deu-me uma espécie de Roupão.
Acredito ter passado cerva de um ano e meio no Tibet. Estudando de forma voraz
sobre budismo e escritos antigos. Acho que foi um mês após completar um ano
decidi então tentar controlar minha outra face, formei então em Poesias outro
mundo em que o meu outro eu fosse controlado por meus medos uma fera que chamei
de Bahugera. Essa fera na verdade um Deus mais antigo que a morte, era
prepotente a ponto de destruir qualquer vida em si, mas foi me advertido no
templo e pelo Willians, temer tamanha criação, pois existe outro paradoxo ou
universo em que todos os escritos são reais, todas as feras criadas, todos os
medos tudo se torna real.
Após esses um ano e meio em que me julgava estar no controle fui tomado por uma
fúria indomável novamente ou meu outro eu que agora abominava aquela ordem.
Tomando meu corpo por completo incendiou o templo no calar da noite. No outro
dia quase quatro da manhã eu recobrava a consciência quando acordei no meio de
uma estrada com o corpo coberto de fuligem. Estava tão perdido e atônito que
fui direto ao aeroporto pegando o primeiro avião para qualquer lugar. Por
ventura desembarquei em Nova York.
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