domingo, 31 de março de 2013

Capítulo 15 - Igneus Exura Vita inanis (Arde e queima a vida inane)

Capítulo 15 - Igneus Exura Vita inanis (Arde e queima a vida inane)

Agora essa história passa de narrada a acontecimentos, hoje vocês encontram-se no meu vigésimo sétimo aniversário, são duas da manhã a fera que está a minha frente está cada vez mais forte, a cicatriz negra de minha mão agora toma quase que uma parte do meu corpo. Não suporto sequer um momento e a fera brinca com meus pensamentos com as sequências de probabilidades afim de enlouquecer-me. Está brincando com meus sentimentos, inseguranças com tudo como se eu fosse apenas uma mera marionete. Sinto-me tão perto da morte e minhas ações tendem a sucumbir a fera e por mais que meu espírito lute não há como resistir a tamanha força. Temo agora mais que tudo todas as falas urradas nas noites, todos os sussurros compreensíveis. Tenho a sensação que tão pouco há como lutar então escreverei toda essa maldição ocorrida comigo? Toda essa enferma vida que há de um dia engolir-me por inteiro e a morte que agora a esse ponto tornou-se tão fraca a ponto de resgatar-me, mesmo o corpo suplicando por ela. Parece não haver sequer vestígio de sua existência.
Tentarei dormir procurando um pouco de paz pois não durmo há dias. Passando-se apenas uma hora acordei loucamente e a fera investiu-se contra mim. Não sabia o que fazer e taquei uma garra de álcool sobre meu corpo ascendendo um isqueiro. Procurando ameaçar a fera. A mesma receosa não sei por qual motivo reluto em investir contra mim de novo.
Passaram-se cerca de vinte minutos até que a mesma adentra-se em minha mente de uma forma tão vil a ponto de consumir-me, a luta era em vão e passei a lutar com ela em minha mente por dez minutos quando exausto sucumbi ao controle da mesma. Que lutava ainda para assumir-me por completo a fera começava a materializar-se para esse mundo quando urro uma antiga maldição.
-Igneus Exura Vita inanis
Não sei o que houve mas minha mente foi agrilhoado no que julgo ser meu inconsciente. Pude observar de forma céptica que a fera transmutara-se com minha outra personalidade assim descobrindo como assumir o controle. Mas sua investida em vão fez com que meu padecimento cerebral ousasse fazer um ultimo esforço, seguido pelo efeito da maldição atei fogo em meu corpo e todo aquele quarto afim de encontrar paz.

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