Capítulo 2 - Primeiro aviso (Dupla
personalidade)
No meu vigésimo primeiro aniversário, posso dizer que um aviso ou o começo de
todo aquele mal talvez o começo de meu fim. Nesse mesmo dia eu comemorava em um
pequeno bar perto do centro, o céu estava nebuloso, mas não havia sequer a
sensação de chuva apenas trevas, acho que foi uma ou duas horas depois do
começo da festa em que um raio deve ter atingido apenas a 30 metros dali um pobre
infeliz, apenas nos assustamos mas ninguém foi checar, havendo também o fato da
luz ter caído por cerca de um minuto e tudo virar um completo breu. Deparei-me
com um espelho que tinha certeza não estar ali e podia ver um outro eu sorrindo
de uma forma assustadora e maléfica deve ter passado um minuto mas tive a
sensação de horas até que retorna-se a mim depois dos gritos em frenesi de
todos por causa da luz retornar, não conseguia parar naquele outro eu, no
espelho e na sensação cruel e fria que sentia naquele momento em todo o caminho
obscuro até em casa
Moro em um prédio antigo no quinto andar havendo a sala/cozinha e um banheiro o
único motivo parar continuar ali é a magnífica vista da janela da cidade, o
papel de parede bege quase escuro pela falta de cuidado do antigo inquilino,
possuo ali apenas um sofá cama, meu sax, e um micro-ondas antigos, devido a
passar o maior tempo na rua e no trabalho onde faço parte de uma banda do
teatro municipal, minhas roupas ficam amontoadas na encima da TV e do sofá há
também uma garota que mora no andar de baixo pode se dizer meio doida mas quem
é normal acho impressionante o cabelo sempre pintado em cores exóticas e sua
personalidade, sempre que chegava a observava entrar ela chega 22:10 poucos
antes quando retorno do trabalho e hoje não demorei a retornar por esse motivo
Assim que a vi fui tomar um banho jogando minhas roupas na mesma pilha, fui
logo deitar-me de tão morto que estava e estranhamente adormecia rápido mesmo
tendo uma insônia maldita.
"-Não serei esquecido, não morrerei diante as cinzas John você morrerá
comigo e todo o início e fim está marcado em sua alma, é sua maldição, o infortúnio
de quem possui seu dom, morrerás de suas próprias criações e medos"
Acordei gritando igual um louco mas logo que despertei, parei a encarar e
absorto o outro eu desfigurado e queimado observando-me com um olhar de fúria,
acendi a luz e aquela merda havia sumido, estava desesperado meu coração
acelerado, fui ao espelho encarando meu rosto procurando queimaduras, colocando
a língua para fora, dei algumas voltas pela sala peguei meu sax, sentei-me na
janela acendi um cigarro. Tomei um gole de vodka joguei o cigarro fora e
comecei a tocar um blues, tentando esquecer aquela merda enquanto olhava a lua.
Tentando desviar o olhar daquele quarto.
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