sábado, 23 de março de 2013

Capítulo 2 - Primeiro aviso (Dupla personalidade)

Capítulo 2 - Primeiro aviso (Dupla personalidade)

No meu vigésimo primeiro aniversário, posso dizer que um aviso ou o começo de todo aquele mal talvez o começo de meu fim. Nesse mesmo dia eu comemorava em um pequeno bar perto do centro, o céu estava nebuloso, mas não havia sequer a sensação de chuva apenas trevas, acho que foi uma ou duas horas depois do começo da festa em que um raio deve ter atingido apenas a 30 metros dali um pobre infeliz, apenas nos assustamos mas ninguém foi checar, havendo também o fato da luz ter caído por cerca de um minuto e tudo virar um completo breu. Deparei-me com um espelho que tinha certeza não estar ali e podia ver um outro eu sorrindo de uma forma assustadora e maléfica deve ter passado um minuto mas tive a sensação de horas até que retorna-se a mim depois dos gritos em frenesi de todos por causa da luz retornar, não conseguia parar naquele outro eu, no espelho e na sensação cruel e fria que sentia naquele momento em todo o caminho obscuro até em casa
Moro em um prédio antigo no quinto andar havendo a sala/cozinha e um banheiro o único motivo parar continuar ali é a magnífica vista da janela da cidade, o papel de parede bege quase escuro pela falta de cuidado do antigo inquilino, possuo ali apenas um sofá cama, meu sax, e um micro-ondas antigos, devido a passar o maior tempo na rua e no trabalho onde faço parte de uma banda do teatro municipal, minhas roupas ficam amontoadas na encima da TV e do sofá há também uma garota que mora no andar de baixo pode se dizer meio doida mas quem é normal acho impressionante o cabelo sempre pintado em cores exóticas e sua personalidade, sempre que chegava a observava entrar ela chega 22:10 poucos antes quando retorno do trabalho e hoje não demorei a retornar por esse motivo
Assim que a vi fui tomar um banho jogando minhas roupas na mesma pilha, fui logo deitar-me de tão morto que estava e estranhamente adormecia rápido mesmo tendo uma insônia maldita.
"-Não serei esquecido, não morrerei diante as cinzas John você morrerá comigo e todo o início e fim está marcado em sua alma, é sua maldição, o infortúnio de quem possui seu dom, morrerás de suas próprias criações e medos"
Acordei gritando igual um louco mas logo que despertei, parei a encarar e absorto o outro eu desfigurado e queimado observando-me com um olhar de fúria, acendi a luz e aquela merda havia sumido, estava desesperado meu coração acelerado, fui ao espelho encarando meu rosto procurando queimaduras, colocando a língua para fora, dei algumas voltas pela sala peguei meu sax, sentei-me na janela acendi um cigarro. Tomei um gole de vodka joguei o cigarro fora e comecei a tocar um blues, tentando esquecer aquela merda enquanto olhava a lua. Tentando desviar o olhar daquele quarto.

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