Capítulo 5 - Alguns caminhos são maldições em
outros nos amaldiçoamos
Cheguei em casa deviam ser uma da tarde, retirei a roupa joguei novamente sobre
a pilha de roupas, tomei um banho , me sequei, vesti apenas um short e uma
blusa regata, olhei uma pilha de cartas e havia uma carta do teatro entregue as
seis da manhã dizendo o seguinte.
-Caro Jhon C...... Devido ao acidente de ontem a noite estamos por este meio
informando a sua demissão, uma reunião será marcada. Visando um acordo entre as
partes. Lamentamos perder um membro de nossa equipe. O teatro municipal
agradece sua colaboração em todos esses anos, desejamos boa sorte a sua
carreira musical.
Antonio Chagas de Albuquerque
Diretor do Teatro Municipal do RJ
Tomado em frenesi agarrei a primeira coisa que vi a minha frente e atirei a
parede gritando feito um louco, desgraçados, malditos vou processar eles. Meu
frenesi foi parado por um outro ataque apaguei novamente e vi minha outra face
defronte a mim. Parado, calmo feito um lorde. - O tempo está acabando. -A única
coisa que lembro ter ouvido. Passaram-se uns 20 minutos até que alguém
consegui-se entrar no meu apartamento e conseguir acordar-me era Alex que junto
com o zelador abriram a porta. Acordei um pouco tonto demorei uns 5 minutos
parar voltar a mim, logo me assustei perguntei o que faziam aqui. Alex
respondeu: - Ouvi alguns gritos e vim checar chamei você e não respondia então
corri até a portaria e consegui a chave com o zelador/porteiro viemos checar se
estava bem. -Sim, sim só foi um pequeno ataque de nervo devido a um ex-patrão,
pedi que desse licença pos o short que estava mais parecia uma samba canção de
tão curto, um pouco envergonhado na voz, ela deu um sorriso engraçado e
debochado e logo se retirou, o zelador me encarando lancei sobre ele um olhar
sério o mesmo pediu perdão e foi saindo.
Estava aturdido então liguei para o Ruann, e perguntei para onde deveria
viajar, ele disse -escolha na sorte. Desliguei o telefone procurei um mapa do
País feito louco mas não achei, vesti um short um pouco maior e fui até a casa
da Alex, bati na porta, ela perguntou. -Quem é?
-Eu, Jhon. Ela abriu a porta com um pequeno sorriso, Perguntei se teria um mapa
ela respondeu que sim, ela abriu a porta e foi pegar, fez uma pequena
brincadeira. -Sente-se melhor com esse short sem exibir as pernas cabeludas.
Dei uma pequena risada e ela também.
Ela vestia um short jeans, uma camisa de alguma banda alternativa que eu não
conhecia, estava com o cabelo vermelho (Impressionante eu ter conseguido dessa
vez distinguir a cor ) andava descalça pela casa. Tudo parecia perfeitamente
limpo, a casa era decorada com pôster de bandas, paisagens da Inglaterra, havia
algumas coleções de copos e outros acessórios. O papel de parede era salmão e o
tapeta era em cores pardas. Ela entrou trazendo um mapa. Então brincando falei
fui demitido por um desgraçado, tenho tempo e vou ter dinheiro para viajar
então vou escolher um estado aleatório. Ela riu e fez uma brincadeira - Vamos
dar uma de Bonnie e Clayd roubando os ricos por ai. Rimos um pouco.
Pedi para que ela fecha-se meus olhos colocando as mãos sobre eles e comecei a
rodear lugares nos mapas até que cansa-se e meu primeiro destino estava
traçado, assim que ela retirou as mãos pude ver. São Paulo.
Alguma hora depois já estava arrumando minhas coisas, deixei a chave com a Alex
para cuidar do apartamento, e dar comida a um pequeno gato vagabundo que raramente
aparece lá em casa. Não levei muito apenas meu sax e uma mochila com roupas.
Ela ficou impressionada em saber que era eu que tocava aquele saxofone todas as
noites. Fomos até a rodoviária, comprei a passagem, toquei algumas músicas que
ela tanto pediu antes do ônibus chegar, eram quase 20:00 quando o ônibus chegou
despedi-me e entrei no ônibus dando um tchau....
Nenhum comentário:
Postar um comentário