domingo, 31 de março de 2013

Capítulo 11 - Paris (Nunca saberemos do que realmente somos capazes)


Capítulo 11 - Paris (Nunca saberemos do que realmente somos capazes)

Cerca de três meses passou-se desde que cheguei em Paris, mas tão pouco há de reconhecer de minha antiga alma, devido ao estado precário de minha sanidade e as roupas que agora trajo pode-se facilmente confundir-me com um vagabundo. Nesta cidade conhecida como a cidade luz estou esvaindo-me rapidamente. Esses três meses tem sido um tormento trancafiado em um pequeno cubículo desenvolvi uma forma de aprisionar o outro. Criei o já citado Deus Bahugera que agora mantém a margem da loucura e realidade desde essa criação as noites tornaram-se infinitamente longas e pouco consigo dormir apenas três ou quatro horas por dia, mesmo assim somente quando o dia esta a raiar. Vivo basicamente de comidas enlatadas pois preguei todo o quarto parar tomar controle do outro.
O tempo aqui passa de forma tão lenta que o barulho do relógio parece causar uma dor maior em minha alma, esse fardo faz-me desejar a morte de uma maneira tão vil.
Tomei um estranho e auto conhecimento por latim afim de dificultar a linguagem da fera em dificultar qualquer traço de bestialidade que possa surgir entre minha realidade e ficção. Permaneci na frança por mais seis meses onde absorto em minha criação consegui ou simplesmente achei que tinha contornado tamanha bestialidade da alma. Decidi então retornar ao Rio de Janeiro.

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