sábado, 23 de março de 2013

Capitulo 4 - No hospital (Não há um diagnóstico)

Capitulo 4 - No hospital (Não há um diagnóstico)

Dia sete de agosto devo ter acordo as três ou quatro da manhã em uma cama de hospital e não lembrava o motivo de estar lá, mesmo assim sempre tive um pavor de hospitais e queria sair logo dali, Ruann estava sentado na sala de espera foi quem me carregou até o hospital após o assim dizer acidente, sentia-me tonto e um pouco alegre.Já ia levantando-me quando o médico abriu a porta do quarto perguntando a onde eu iria desse jeito.
-Jhon posso ver pela sua ficha que você teve uma espécie de ataque de nervos, anda estressando-se muito ultimamente?
- Não, mal saio de casa.
-Você é fumante?
-Sim
-Aumentou a frequência com que fuma, entre um cigarro e outro?
-Sim
-A quanto tempo?
- Uns 4 dias atrás
-Qual o motivo?
-Apenas um sonho ruim.
-Vou receitar alguns analgésicos, alguns dias descansando principalmente fora da sua casa recomendo-lhe uma viagem, alguns comprimidos para dormir e só por enquanto e vou encaminha-lo para uma consulta de psicólogo?
-Tudo bem, mas não preciso de psicólogo!
-Calma Jhon, eles não mordem
-Tudo bem.
Enquanto eu voltava sendo carregado até a casa do Ruann pensava sobre o aspecto que parecia-me tenebroso daquele hospital, Paredes brancas, um tanto calmo de mais, ao mesmo tempo um odor de morte no ar, o cheiro dos enfermos, parecia um lugar a se contentar com a morte ou como se fosse a melhor opção, tenho pena do pobre internado lá.
Mas logo ele interrompeu-me o pensamento. -Sente-se melhor? O que diabos aconteceu? -Não me leve a mal mas foi um tanto engraçado você atirando seu sax na plateia.
-Você está de sacanagem? -Não, -disse ele gargalhando de rir.
Ruann morava cerca de trinta minutos do hospital indo a pé e eu mal conseguia andar então pegamos um táxi.
Ele morava em uma antiga casa do centro, a arquitetura sem dúvida era da era barroca, eu já conhecia a casa dele, alguns móveis básicos, fotografias de familiares muitos deles militares, havia em si uma certa arrumação entre as bagunças, algumas fotos nossas e de outros amigos  a geladeira estava com algumas comidas e um tanto de latas de cervejas e refrigerantes. Sentei no sofá ele ligou a tv, pegou duas latas de cerveja atirou-me uma colocou na reportagem e passamos o tempo assistindo
Eu debilmente assistia aquilo enquanto tentava reaver qualquer memória que fosse daquele episódio. Embora todo esforço fosse em vão
Eram quase 6 da manhã quando fui dormir, inquieto durante toda a noite, em memórias tão vividas ou achava que eram, mas nada daquilo aconteceu, apenas sonhos de atrocidades banais e crueis. Acordei com barulho da TV quase onze da manhã, Ele arrumava-se parar ir para o bar pediu a sua namorada Sarah que abrisse hoje. -Jhon fala ai você tem um tempo livre para onde pretende ir? - Como assim? -Viajar sair desse local? - Não vou a lugar algum tenho coisas a resolver.  -Como o que seu trabalho? - Sim. -Você tem atestado médico ou é outro motivo? - Nenhum outro. -É aquela garota? Qual o nome Ale , Alex? Alex é isso? Ainda não tomou coragem e foi falar com ela, vai achar que você é um doido logo ainda mais depois de ontem.
Tão pouco respondi apenas levantei e fui lavar o rosto, vinte minutos após o Ruann sair fui para casa. A viagem foi bem rápida não pensava em nada.

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