Capítulo 12- Amaldiçoado será por suas criações,
nossos destinos são os mesmos.
Retornei ao Rio de Janeiro numa madruga. Seis meses antes do meu aniversário de
vinte e sete anos, entrei no calar da noite em meu apartamento a chave estava
com Alex então decidi arrombar meu apartamento, uma pequena coisa que aprendi
em minhas desventuras.
Escrevi um pequeno bilhete para Alex com desculpas e pedindo que se afaste.
Deixei por baixo de sua porta voltei até em casa e acendi um cigarro e peguei
uma dose de Whysk.
Agora estava com um estranho desconforto por não pertencer a qualquer lugar.
Fiz algo que adorava sentei-me sobre a janela com meu Sax e toquei uma música
tão triste que há de fazer até a terra chorar. Decidi tomar um banho jogando aquelas
roupas imundas fora, atirei elas pela janela. Logo fui dormir. Eram cerca de
dez ou onze da manhã quando Alex batia eufórica e minha porta.
-Jhon você está ai? Responda desgraçado
Ressentido evitei os dois primeiros minutos.
-Estou. O que há?
-Como você está? Abra essa porta.
-Não, vá embora.
-Jhon abra essa porta, desgraçado.
-Não. Respondi com um grito de fúria.
Alex chorava assustada ao lado de fora de minha porta. Ressentia agir daquela
forma mas temia ainda mais qualquer ação pois mesmo tendo o controle por alguns
meses ainda sentia o outro.
Passou-se cerca de duas horas ela adormecia enfrente a minha porta ainda,
esperando ávida, não sei porque tamanho desespero e nesse momento em que a
realidade não era algo concreto pouco me importava até em questões
sentimentais. Eu temia por minha vida e por outras agora. Sentia que mesmo no
controle não deveria subestimá-lo.
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