Capítulo 6 - O destino é seu fardo ( maldições
são maldições não há como fugir e conhecimentos ocultos podem trazer um pouco
de paz como aumentar o tamanho fardo)
Oito de agosto eu acabara de chegar em São Paulo e assim que descerá do ônibus
fiquei magnificado com tamanha cidade, tamanha grandiosidade, acho que é a
única palavra que cabe nesse momento devido ao misto de luzes, lugares e
atrações a desvendar a cidade havia um ar de futurista. Eram quatro da manhã,
estava cansado e decidir ir a um hotel bem próximo mas como toda beleza a
sempre em si a beleza obscura para os que preverem ver, no meu caso era esse
hotel que ficavam em um beco escuro e meio sombrio.
Entrando no hotel o atende era um homem cerca de 60 ou 70 anos, cabelos grisalhos
com olheiras enormes, ouvindo um pequeno rádio que ficava ao lado de um caderno
que creio ser os dos hóspedes, nada disse. Apenas pedi um quarto, mostrou-me
uma linha para assinar e deu-me uma chave, o número do quarto era o vigésimo
quinto, um pequeno quarto com uma decoração estilo anos cinquenta, o papel de
parede florido, a janela pregada, com barras do lado de fora, havia um abajur,
uma mesa e uma pequena televisão. Retirei minha roupas e fui tomar um banho e
deitar.
Acordei em torno de uma hora da tarde não havendo nada o que fazer, decidi dar
um passeio pela cidade, suas lojas de músicas e suas curiosidades, fui de uma
loja a outra até dar mais ou menos oito da noite, onde decidir entrar em um pub
chamado Rosa Cruz, Pedi um trago (3 doses de whysk sem gelo) e fui sentar-me a
uma mesa onde a iluminação era precária, estava carregando meu sax.
Era apresentação de uma pequena banda, mas a mesma estava sem o sax, enrolaram
cerca de vinte minutos até quase cancelarem quando um homem cerca de 35 anos
com cabelos longos, meio claros, vestido de um sobretudo amortalhado
perguntou-me sentando ao meu lado se incomodar-se-ia de tocar, eu prontamente
recusei mas devido a tamanha insistência aceitei, Se apresentou como
Sr.Willian. Começamos a meu pedido com algumas músicas clássicas mas logo fomos
introduzindo um toque dark nelas, algo meio clássicos Bahaus, joy division e
alguns outros, entre uns blues. Willians até onde pude reparar era um excelente
tecladista. Cerca de duas horas depois terminamos o pequeno show, sentei-me
novamente a mesa onde o mesmo acompanhou-me pedindo duas doses de whysk.
Conversamos sobre músicas e outros aspectos sobrenaturais até duas da
madrugada, Observando o fato desta hora decidir ir embora.
-Qual o seu nome mesmo?
-Jhon
-Jhon, Gostaria de tocar novamente amanhã e conhecer um pouco do submundo de
são paulo?
-Acho que sim. Então Willian me deu um estranho cartão com seu nome havendo em
si alguns símbolos desconhecidos.
Vaguei até o hotel onde tomei outro banho e fui dormir.
9 de agosto. Esperei por incrível que pareça dar o horário do pequeno bar
abrir, senti-me interessado pelo estranho convite, Cheguei cerca de duas horas
antes e encontrei Willians enfrente ao bar abrindo uma estranha porta até então
a noite não notada, pediu que adentra-se evitei um pouco, pensando o que
poderia ser mas logo esqueci vis pensamentos e adentrei-me
Eram uma sala ampla julgando pela aparência da pequena porta havia vinte
pessoas. A sala era decorada com os mesmos símbolos, Willians pediu que o
acompanha-se a uma outra sala.
trancou a porta. Era um pequeno escritório assim por dizer repleto de livros a
iluminação devia-se a velas, poder-se-ia dizer que haveria até pergaminhos ali,
e pinturas do séc XV ou mais antigas.
-Jhon, trouxe você aqui porque noto que tem interesse em algo espiritual, algo
que não foi dito, suas habilidades no sax são excelente, realmente possui alma
de artista.
-Obrigado, mas como assim trouxe-me aqui?
-Jhon, sou o dono do bar e dessa pequena ceita de ocultismo, Rosa Cruz. Bom da
ceita sou apenas um dos seguidores. Estudamos budismos e deveras outras
religiões, os mitos das artes, escritores, músicos e etc. É um pequeno grupo
seleto e gostariamos de te-lô por aqui.
-Eu, tão pouco sei de ocultismo, posso dizer que agora sou um músico sem
trabalho, apenas a viagem.
-Não faz mal nossa pequena ordem tem uma excelente rede de comunicação, poderia
estudar muito e aprender.
-Não obrigado. Acho que não faz o meu caráter
-Tem certeza? Nenhum sonho ou outros pensamentos que esteja procurando respostas?
Senti um calafrio na espinha ao ouvi-lo dizer aquilo. Não sei pelo que fui
movido mas aceitei.
-Ok, aceitarei mas no momento apenas como um observador.
-Muito bem.
-Agora vamos a cerimônia!
-Cerimônia. Espantei me perguntando se não seria algum ato vil. Ele riu
respondendo:
-Acha que somos bárbaros? Oculitos é mais que isso irá aprender, o que você
escuta é mera especulações do cristianismo.
Foi uma pequena cerimônia citando em Latim algumas palavras desconhecidas, por
isso não direi elas aqui.
Durante esse tempo até o ensaio da banda estávamos absortos em livros e algumas
bebidas, estudando e conversando sobre um mundo da arte que até então era novo
para mim. Nesse intervalo de tempo peguei um livro sobre um a muito esquecido
escritor. Que narrava sobre uma maldição em sua própria alma.
Passei cerca de três anos estudando em São Paulo fazendo algumas viagens ao
Rio, perguntando se Alex precisava de algo, acho que começamos a ter uma
amizade ou uma espécie de laço mais forte. Nesse espaço de tempo a seita
ajudou-me muito financeiramente, comprei um celular e outras coisas fiz algumas
composições de música que se tornaram moderadamente famosas. A última coisa
antes de decidir voltar ao rio foi pegar o número de Willians.
Estava voltando ao rio em um carro que havia alugado. O único fato que
lembro-me antes de um terrível batida foi de desmaiar e ouvir um estranho sussurro.
-Os conhecimentos que lhe protegem também me fortalecem somos um nesse céu e
terra dentro de seu corpo e alma resido.
Nada mais ouvi mas sentia-me preso dentro de minha própria mente como um
pequeno rato quer escapar de uma gaiola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário