Capítulo oito - Alex um tanto no limite ( Viver
nos extremos é perigoso de mais até para os que estão fardados a isso)
Alex Woodhouse, tinha descendência britânica aos vinte anos de idade mudou-se
para o Brasil, A trabalho ela era uma fotógrafa fantástica em si veio ao Brasil
em busca de modelos, Alex trabalhava para uma pequena agência que havia acabado
de abrir uma sede no Brasil, mas precisamente no centro do Rio de Janeiro. Alex
alugou um pequeno apartamento, com montando ali um pequeno quarto negro onde
editava suas fotos, Seu quarto era composto de uma cama, armário, fotos de
casa, pôster, um fogão, no outro lado ficava um banheiro. O papel de parede
mais parecia dos anos quarenta, havendo em si coleções de personagens de filmes
em bonecos. Alex tinha um fraco por roedores tendo um pequeno Hamster chamado
Amy. Trabalhava de segunda a sábado na agência das seis da manhã as três da
tarde. Aproveitava o tempo vagueando e fotografando, sempre as seis da tarde ia
ao Bar próximo ao Teatro Municipal Bebia cerca de três cervejas e alguns
drinques, cerca de oito da noite adentrava ao Teatro para ouvir seu vizinho
Jhon tocar Sax. Voltava para a casa sempre cinco minutos antes de Jhon chegar.
Esperava pelo corredor até o mesmo passar dando um oi simpático. Entrava e
observa pelo canto da porta até Jhon entrar. Alex tomava banho, colocava um
pijama, sentava na janela abaixava o som da TV e da luz esperando cerca de 23
até 1 da manha Jhon tocar Sax. Era sempre cerca de duas horas. Alex gostava de
músicas alternativas, mas por incrível que se pareça adorava o tom melancólico
das composições de seu vizinho.
Alex mudou-se para o Brasil devido as dificuldades com sua família, assim
dizendo um tanto ricos, almejava que Alex fosse médica ou advogada, não
compactuavam com um trabalho banal na opinião deles. Alex desde cedo possuía um
senso emocional bastante elevado e era notado apenas por olhos atentos quando a
mesma assistia a um filme ou ouvia uma música parecendo compreender e absorver
tudo. Alex era um tanto impulsiva e creio que sua mudança para o Brasil foi
dada a uma dessas impulsividades, Alex pressionada por sua família praticamente
fugiu para o Brasil. Teve um pequeno acidente com bebidas em sua adolescência e
sofria com uma terrível sindrome de perseguição, Meteu-se em alguns
relacionamentos vazios, que nada acrescentava apenas uma sequência de decepções
e outras ações impulsivas.
Cerca de dois dias após a viagem de Jhon a São Paulo, Alex teve um pequeno
ataque a beira do extremo uma terrível crise de choro e pavor, ligando para
Jhon que conversaram por uma ou duas horas. Mantendo a calma e tranquilizando
desde então Jhon prometeu visita-lá mensalmente. A primeira conversa:
-Jhon, onde você está porque todos estão fugindo.
-Estou aqui em São Paulo. O que está havendo? O que foi?
-Tenho medo. Medo que todos vão que eu esteja morta, que nada seja real que eu
viva uma mentira.
-Olhe para o céu ele existe, olhe para o espelho e veja seu rosto triste, se
ele está triste é que algo está errado e se algo está errado você está viva e
pode fazer dar certo.
-Talvez. Quando você voltará? Preciso conversar.
-Posso ir ai daqui uma semana.
-Ok. Venha rápido.
Encurtei a conversa apenas os fatos importantes.
Entre essas vindas e idas de Jhon, Alex sentia-se mais confiante sobre si mesma
e começava a sentir algo por ele. Entre outras horas Alex o achava um idiota
por não perceber o mesmo. Muitas dessas crises foram devidas a Alex sentir que
ele apenas seria seu amigo. Outrora reconfortantes outrora esmagadoras.
Passou-se 3 anos, Alex anotou ansiosa o dia da chegada de Jhon ia fazer uma
surpresa. Mas o mesmo não ocorreu, Jhon apareceu apenas três dias depois e
muito diferente, havia em si um sorriso vil, tão frio quanto de um maníaco.
Nessa mesma noite Alex ficou assustado com um selinho que Jhon havia dado nela.
Bateu a porta e ficou pensado o que diabos foi aquilo.
Borbulhava um misto de alegria com incertezas.
Cerca de algumas horas depois Jhon retornara, batendo a porta fedendo a bebida,
agarrou a beijando, chocada empurrou o com toda sua força. Assustou-se com a
voracidade que ele pulo em seu pescoço, estava quase desmaiando sentindo as
mãos de Jhon no seu pescoço perdendo a vida de seu peito, quando o mesmo parou
e atirou-se sobre um dos cantos com uma força brutal. Pegando a faca Alex a
empunhou contra Jhon que retraído no canto Berraram de uma forma bizarra e
louca, poder-se-ia dizer que estava discutindo com alguém, mas quem? Não havia
nada que pudesse ver.
-Não sou um fraco, desprezo toda essa praga que tenho essa maldição
-Despreza-me tanto porque não se mata? Ou ainda teme o escuro e a morte?
Alex sabia que não havia ninguém lá, mas poderá notar a diferença do tom da voz
e sua expressão facial, sabia que eram duas pessoas diferentes. Alex apenas viu
Jhon atirar a chave e sumir na noite.
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