Capítulo 1 - São só lembranças entre trevas
Hoje em meu vigésimo sétimo aniversário nesse quarto de motel nefasto em que o
papel de parede escorre como meu sangue tão vermelho e vivido que posso até
ouvir o jorrar de minha pressão arterial, a parede possui uma mistura de
cheiros peculiares os mais comuns entre esses tipos de motéis: morte e sexo.
Devo estar alucinado pelo álcool que subiu a mente e por essa maldita besta que
ainda berra transmutada a minha segunda personalidade tão próxima a minha alma,
talvez eu seja louco mas tão próxima está de se materializar, essa
despersonalização pelo cheiro desse mofo tóxico, do álcool , do cigarro e das
drogas, a cada frase escrita o ar torna-se mais rarefeito e a fera parece mais
próxima de minha alma e corpo as palavras dessa agora são tão vividas mas ainda
em outros línguas que eu sequer haveria de conhecer a não ser que tivesse
adentrado naquela seita de ocultismo a fim de compreender a loucura que nenhum
psiquiatra conseguiu diagnosticar, que ciência alguma ousou confrontar essas
palavras tão vividas agora são pragas a minha alma que visam o meu corpo
dominar e por mais que eu permaneça forte Bahugera há de minha alma dominar com
ritualísticas e ancestrais maldições e a última que pude ouvir tomou conta de
meus atos.
-Igneus Exura Vita inanis
Pôs a todo aquele lugar incendiar junto a meu corpo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário